Então após ler bastante a respeito...tive o prazer em ser apresentado ao Labyrith of Terror pelo Gérson...
O jogo é um card driven game; ou seja; aquele jogo que é definido pelas ações de cartas...no tabuleiro temos representado a luta americana contra o terrorismo...o jogo não é dos mais politicamente correto, pois ele mistura um pouco islamismo com Terror, embora nas regras o autor tente se explicar e definir Jihadista como o "terrorista", mas no meio do jogo mistura isso com ser muçulmano, e com islâmico e volta pra Jihadista...como não sou purista nessas coisas não fico preocupado com o tema...mas ele já deu pano pra manga....

O tabuleiro do jogo, suas carta e peças não são uma obra prima e se vc não é fã desse tipo de jogo, não irá ficar muito atraído, pois o board tem vários tracks, é parcialmente abstrato e cheio de detalhes que podem parecer um agente complicador, as cartas cheias de texto em inglês também podem acabar soando como mais um obstáculo, o que sem dúvida é, não é jogo pra qualquer um, e nem pra qualquer gamer...eu me considero um cabra que curte jogos mais pesados e que precisam de uma learning curve...mas confesso que me assustei de inicio com as regras e tals...mas o jogo é de boa e bem digerível...
Os tracks são bons para uma boa visualização das ações e da situação do mundo e dos EUA em relação ao terror, e nas cartas 80% do texto é ilustrativo...
No jogo (dá pra ver na foto abaixo) o jogador americano joga com o objetivo de fazer que os países Muçulmanos tenha uma boa governança (ela pode ser ruim, fraca e boa) e que esses países sejam aliados, nesse meio tempo devem cuidar com a postura dos paises aliados para que ela seja favorável ao combate do terror e ainda impedir ataques terroristas pelo mundo, mantendo o prestigio americano alto...UFA!!!não é fácil...
Como o jogo é totalmente assimétrico; ou seja; cada lado joga de um jeito totalmente diferente; cabe aos muçulmanos, fazer atentados terroristas, produzir armas de destruição em massa, influenciar os países aliados dos americanos a não apoiar a guerra, e fazer com que os países muçulmanos sejam aliados a Jihad...
No jogo são 2 regras...Uma americana e outra Terrorista...e são BEEEEM diferentes até no aspecto funcional...sendo os "malvados" mais dependentes da sorte, mas com mais cartas favoráveis e os Ianques com menor necessidade da sorte mas sofrem mais no carteado...
Nossa joga foi mais uma learning session e tanto eu quanto o Gérson estávamos desbravando as regras...
Jogo pegado, face to face...ação e reação, o adversário partiu pra encher o mundo islamico de células de terror e procurou viajar com elas pra todo lado visando efetuar atentados...Já eu Bush Bira...busquei influenciar politicamente os países islamicos para que passassem para o lado americano...
Pela minha cara abaixo minha missão era bem dura...só carta Jihadista na mão querendo me ferrar...fiz o que pude, mas tive de aguentar um terrorista em solo americano tentando fazer um 11 de setembro...sorte minha que os dados me ajudaram e coloquei o magrão pra correr...
Abaixo na foto a situação mais critica que tive no jogo, uma célula terrorista no United Kingdom e outra nos EUA...apesar disso a Grã Bretanha tá ali SOFT (ou seja a favor de uma ação leve contra os bandidões), lá embaixo a postura mundial SOFT (ou seja o mundo queria que deixássemos o terror em paz) e mais o próprio povo americano SOFT (querendo que a ação contra o terror fosse leve) me senti o verdadeiro BUSH contra tudo e contra todos...hehehehe
Superei a crise, e embora o Gerson tivesse maior experiência no jogo e jogasse muito bem, os dados em excesso dos Jihadistas complicam...acho que o jogo não estava decidido, e eu tinha um plano que poderia funcionar bem...
De um todo ficamos satisfeitos com a experiência do jogo, que tem sorte obviamente (cartas e dados) mas tem muito de planejamento e sangue frio...
Quero muito jogar mais vezes o bicho, jogamos algumas coisas erradas o que é deveras comum em jogos tão complexos...Vale a pena pra quem gosta...agora tem de ser ninja e aceitar hard games...caso contrário passe longe, bem longe...
Braços